segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

No escuro as coisas são mais vagas...
Foge-nos o racional...
Descobre-se que afinal as coisas
que julgamos ao nosso alcance,
estão na verdade a este bocadinho assim
de distancia, e era só esse bocadinho assim,
que faltava para se acender a luz.
No escuro as ideias turvam-se
de incerteza e desdém.
No escuro está-se bem...
Desde que bem quieto e escondido,
à espera que passem os monstros que
atormentam no quarto desde o armário.
No escuro vemos todos os nossos medos
e temos medo de os não ver...
No escuro não há nada, mas.
não sei bem porquê, insistimos em pôr
no escuro tudo aquilo que nos aflige...
Se calhar porque o não conseguimos ver
quando a luz imunda o nosso mundo
e nos faz ver o que realmente exist
e.

1 comentário:

  1. Depois de tempestades tão severas!
    Da solidão de noites sem luar!
    Voltou de novo o sol a mitigar
    Saudades de passadas primaveras.

    E os pássaros voltaram a cantar
    Com alegria, de entre as verdes heras.
    Que o sol, doirando os prados e as quimeras,
    Dá mais brilho e calor ao verbo esperança!...

    Com tão pouco afinal nos contentamos!...
    Nós os poetas loucos… que sonhamos!
    Com coisas simples, nos contenta Deus…

    Uma noite estrelada! Um raio de sol!
    O canto da cigarra! Um rouxinol!
    E uma vida cheia de esperança e de vida.

    ResponderEliminar